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Veja também: diversificação de receitas,‌ acordo UE-Mercosul e como atrair jovens cooperados.‌
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Datafolha aponta: cooperativismo alavanca a sensação de prosperidade no Brasil

O dinheiro é importante, mas não é tudo: para o brasileiro, a verdadeira prosperidade combina estabilidade financeira com bem-estar emocional e propósito. É nesse cruzamento que o cooperativismo se destaca como um diferencial competitivo. 

A pesquisa “O que é prosperidade para o brasileiro”, realizada pelo Sicredi em parceria com o Datafolha, revelou que o modelo de negócio da instituição financeira influencia drasticamente a autopercepção de sucesso das pessoas. 

Enquanto a média nacional de pessoas que se consideram plenamente prósperas é de 81%, entre os associados do Sicredi esse índice salta para impressionantes 92%. As cooperativas de crédito em geral também aparecem muito acima da média, com 86% de percepção positiva, superando bancos tradicionais e digitais.


O estudo indica que a proximidade e a confiança geradas pelo sistema cooperativo transformam a relação com o dinheiro: ele deixa de ser um fim e passa a ser visto como um meio para realizar sonhos e garantir qualidade de vida.

Outro dado que conversa com a força do cooperativismo é o recorte geográfico: moradores do interior se sentem mais prósperos do que quem vive nas metrópoles, reforçando o impacto do desenvolvimento local. Clique aqui para conferir a íntegra do material!


 NOVOS MERCADOS 

Cooperativas de crédito ampliam portfólio e diversificam receitas

As cooperativas estão ganhando cada vez mais espaço no Sistema Financeiro Nacional e, nessa trajetória, também estão ofertando uma variedade maior de serviços de forma a gerar receitas além das tradicionais operações de crédito e marcar presença na vida financeira de seus cooperados. 

Nesse cenário, o consórcio se consolidou como uma das linhas de maior rentabilidade e crescimento para as cooperativas. O Sicredi, por exemplo, tem uma administradora própria de consórcios e fechou 2024 com uma carteira de R$ 46,3 bilhões em créditos e 392 mil cotas. 

A segmentação é o grande diferencial para competir com o sistema financeiro tradicional. A Ailos, que tem uma atuação concentrada no Sul, proporciona soluções mais específicas para seu público, como consórcios para contêineres, veículos náuticos, móveis planejados e placas solares.

Nos últimos anos, mais brasileiros passaram a investir por meio de corretoras a fim de acessar uma diversidade maior de produtos financeiros. Assim, as cooperativas precisaram pensar em como participar desse mercado para não perder o cooperado. A Unicred é pioneira dessa transformação ao fundar a ZIIN, a primeira corretora de investimentos cooperativista. 

Além desses caminhos, as cooperativas estão explorando e crescendo em outros serviços como adquirência – em que o Sistema Sicoob é referência com o Sipag 2.0 –, a previdência complementar e até mesmo plataformas de e-commerce. Diante disso, contudo, as cooperativas precisam evitar o risco de cair em um processo de bancarização excessiva. 

Esse tema, tão imprescindível para o Ramo, será assunto de um painel do Cooptech Crédito! A discussão vai contar com as presenças de:

  • Adelino Sasse, diretor de produtos e negócios do Sistema Ailos 

  • Rafael Carelli, diretor de negócios da Unicred e diretor da ZIIN 

  • Thiago Rossoni, diretor-executivo de produtos e serviços do Sicredi

O Cooptech Crédito 2026 acontece nos dias 20 e 21 de maio em São Paulo. Clique aqui para saber mais sobre a programação e garantir a sua participação!

 PESQUISA 

Gestão de riscos é imprescindível para as instituições financeiras

A gestão de riscos sempre foi um aspecto essencial do trabalho bancário, mas as crescentes transformações do setor financeiro têm aumentado ainda mais a relevância desse mecanismo de controle.

É o que aponta a pesquisa “Gestão de riscos bancários ganha papel estratégico em meio à transformação do setor”, da consultoria KPMG. O levantamento mostra que, diante da incerteza que circula o mercado financeiro, graças aos avanços tecnológicos, às mudanças regulatórias e à interconectividade, as instituições devem mudar como pensam na sua operação, dados e governança.

Nesse cenário, a gestão de riscos se consolida como um elemento estratégico para o cooperativismo de crédito. Uma cooperativa preparada consegue encarar conflitos e tomar decisões melhores, garantindo sua competitividade e valor no mercado.

Surge, porém, um novo desafio: como lidar com os riscos emergentes sem perder de vista os tradicionais? A resposta, que une visão preditiva, dados e tecnologia, está no relatório completo.


 WOCCU 

Identidade cooperativista precisa ser uma ponte, e não uma barreira, para a inclusão financeira

Milhões de pessoas permanecem excluídas do sistema financeiro global simplesmente por não possuírem documentos de identificação tradicionais. Para combater esse cenário, o Conselho Mundial de Cooperativas de Crédito (WOCCU) lançou o whitepaper “Understanding how credit unions are using alternative identification methods globally".

O relatório detalha como cooperativas no Brasil, Estados Unidos e União Europeia estão inovando com métodos alternativos – como biometria, IDs municipais e atestados comunitários – para garantir acesso a serviços bancários sem comprometer as normas de compliance e prevenção à lavagem de dinheiro. 

O Brasil ganha destaque no estudo pelo uso da autodeclaração de residência e pela integração com o Open Finance, práticas que reduzem a burocracia para populações vulneráveis. 

Segundo Paul Andrews, vice-presidente do WOCCU, a verificação de identidade deve ser uma "ponte para o acesso financeiro", transformando a inclusão em uma vantagem competitiva e estratégica para o setor.


 JUVENTUDE 

Para atrair cooperados jovens, as cooperativas devem saber contratar jovens

Uma das maiores discussões do mercado financeiro é como atrair os jovens. Muitas cooperativas de crédito acreditam que basta investir na presença online e criar serviços digitais, e apesar de essas táticas serem extremamente importantes, existem muitas outras variáveis que aproximam – ou afastam – as novas gerações, aponta reportagem da Forbes.

A verdade é que os fatores que garantem uma boa relação com cooperados jovens são os mesmos que retêm jovens talentos para a cooperativa. E quando se constrói um espaço de trabalho mais jovem e dinâmico, consequentemente se atrai uma base de associados também mais jovem e dinâmica. Investir em um é, paralelamente, investir no outro. Saiba como fazer isso:

  • Lidere com princípios verdadeiros, não metas ESG performáticas: autenticidade é a chave para reter a geração Z.

  • Atualize o dress-code e pense novas formas de se apresentar para o mercado: cooperados querem se ver representados no atendimento e nos colaboradores.

  • Ofereça benefícios que se encaixam no estilo de vida dos jovens: esteja atento às suas demandas e crie benefícios personalizados.

 ECONOMIA 

Como o agro brasileiro será afetado pelo acordo UE-Mercosul

Após uma negociação de décadas, Mercosul e União Europeia firmaram o acordo de livre comércio. A aliança vai afetar o agronegócio barsileiro, uma vez que prevê a eliminação das tarifas de importação de 77% dos produtos agropecuários que a União Europeia compra do Mercosul.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, em 2025, a União Europeia comprou 17 milhões de toneladas de soja, 7 milhões de toneladas de produtos florestais e 1 milhão de toneladas de café. No ranking de principais clientes, o conjunto de países fica em segundo lugar, atrás somente da China.

As taxas serão reduzidas no período de quatro a dez anos. Confira outros impactos do acordo de livre comércio na reportagem do G1!

Acontece no cooperativismo financeiro

  • O Sicoob planeja aumentar sua carteira de empréstimos em 15% atingindo R$ 250 bilhões. No entanto, relata a Veja, as cooperativas do sistema terão que driblar o alto nível de endividamento de empresas e famílias, enquanto apostam em novos mercados. 

  • A Portaria nº 2.254 do Ministério do Trabalho e Emprego autorizou as cooperativas de crédito a operarem o crédito consignado sem a necessidade da Plataforma Crédito do Trabalhador. 

  • O Sicoob Costa do Descobrimento percebeu que os colaboradores não estavam envolvidos com a cooperativa. Diante disso, a organização construiu o “jeito Sicoob de ser”. Saiba mais sobre a iniciativa no InovaCoop!

  • O cooperativismo de crédito assumiu a presidência do Conselho de Administração da Associação Open Finance. Por 20 semanas, a OCB será representada por Márcio Alexandre, que é superintendente de Arquitetura e Governança de TI do Sicoob.

 #FICAADICA 

Solon Stahl, diretor executivo da Sicredi Pioneira, participou do podcast “Não é Sobre Design” para falar um pouco sobre o cooperativismo. Stahl explicou sobre o modelo de negócio, aprofundando-se nas mudanças positivas que o cooperativismo e seus princípios  podem causar. Confira o episódio na íntegra!

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