|
|
|
|
Descompasso no crédito pune famílias com juros altos |
O problema do crédito no Brasil não é a escassez, mas a distribuição. Essa é a análise de pesquisadores do FGV-IBRE sobre os dados do Banco Central. O volume de crédito cresceu 11,8% em 12 meses. Contudo, essa expansão foi liderada por títulos públicos e privados, que avançaram 17,2% e 18,5%, respectivamente. Ou seja, o governo e as grandes empresas estão conseguindo se financiar no mercado de capitais.
As famílias, por outro lado, não têm as mesmas condições. Na prática, elas têm que recorrer ao crédito bancário tradicional, que é mais caro e reage agressivamente aos solavancos da política monetária. Essa dinâmica gera um desequilíbrio: enquanto as organizações pagam uma taxa média de juros de 24,9% ao ano, as famílias precisam arcar com 62,02% ao ano.
O descompasso não se resume aos juros. Os dados mostram um perigoso "efeito composição", no qual o encarecimento do crédito para as famílias não se deve apenas à Selic, mas também ao uso de linhas de crédito predatórias, como o rotativo do cartão de crédito, que fechou fevereiro de 2026 em 435,9% ao ano.
O resultado desse cenário é uma inadimplência que já atinge 5,2% na pessoa física (o dobro da pessoa jurídica) e um comprometimento de renda que se aproxima dos 29%. O caminho para alterar essa dinâmica passa por uma agenda de política pública em duas frentes:
No curto prazo: reduzir o custo e melhorar a qualidade do endividamento, facilitando a migração para linhas mais baratas, ampliando a transparência e fortalecendo instrumentos de prevenção ao superendividamento.
No médio prazo: foco na redução estrutural do custo do crédito, por meio de maior competição, menor custo de intermediação e melhorias institucionais capazes de reduzir o risco.
Endividamento e comprometimento da renda (12 meses)
|
 |
Reprodução: FGV-IBRE
|
Para os pesquisadores, essa lógica desigual do crédito é uma trava estrutural para o crescimento do país, uma vez que o consumo das famílias é o motor do PIB nacional. “O desafio está em construir um sistema financeiro mais eficiente, competitivo e inclusivo”, conclui a análise.
|
|
|
PROTAGONISMO
|
|
Forbes e Banco Central: Sicredi recebe reconhecimento entre melhores instituições financeiras |
A Forbes lançou a oitava edição de sua famosa lista de melhores bancos do mundo. A revista entrevistou mais de 54.000 pessoas em 34 países e concluiu que 410 instituições financeiras se destacam ao redor do globo.
No ranking brasileiro, o cooperativismo tem destaque: o Sicredi ocupa a sexta posição, atrás apenas do Nubank, Inter, Itaú Unibanco, Bradesco e BTG Pactual. Assim como o Nationwide Building Society, que está em primeiro lugar no Reino Unido, o sistema cooperativo preza pelas agências físicas.
O Sicredi também ganhou um dos 16 prêmios do Top 5 Focus do Banco Central. A premiação reconhece os bancos e cooperativas de crédito que ficaram em primeiro lugar nos rankings da Pesquisa de Expectativas de Mercado (Focus).
O sistema cooperativo liderou a categoria Fiscal Cesta (longo prazo – ano corrente), que avalia as projeções feitas pelas instituições financeiras com base em quatro variáveis fiscais.
|
|
|
WOCCU
|
Novo cenário regulatório para as cooperativas de crédito |
 |
Reprodução: WOCCU
|
O relatório Atualização Regulatória Global de 2026 do Conselho Mundial de Cooperativas de Crédito (WOCCU) aponta que a geopolítica se consolidou como força motriz das normas financeiras globais. Isso significa que as regulamentações estão se tornando ferramentas de estratégia entre as nações.
Além disso, as cooperativas de crédito precisam se atentar a outras tendências como a aceleração da inteligência artificial, a consolidação das moedas digitais e CBDCs (sigla para moedas digitais de bancos centrais, em inglês), e os movimentos de desregulamentação em grandes mercados.
|
|
|
APRESENTADO POR ZALLPY
|
Acelerar entregas com expertise: o novo padrão de eficiência nas cooperativas de crédito |
O momento exige ganho de eficiência sem aumentar os custos. Para as cooperativas de crédito, o desafio está em ganhar escala com inteligência, sem expandir estruturas internas e assegurando valor ao cooperado. O segredo é acelerar projetos sem inflar custos, fazendo com que a tecnologia deixe de ser um gargalo e passe a atuar como um acelerador de entregas para o negócio.
Nesse cenário, contar com o parceiro de tecnologia certo faz toda a diferença. A Zallpy atua como uma extensão dos times internos, adicionando capacidade e expertise para acelerar entregas em frentes críticas, como dados, IA, automação e desenvolvimento de software.
Mais do que talentos, a organização oferece times que entendem o contexto do negócio e atuam com foco em resultados, ajudando a destravar projetos, evoluir jornadas digitais e ganhar eficiência operacional de forma customizada.
A Zallpy é especialista em cooperativas de crédito e já trabalha com diferentes ecossistemas, como Sicredi, Unicred e Ailos, apoiando iniciativas estratégicas com escala e qualidade.
Clique aqui para conversar com os profissionais da Zallpy!
|
|
|
|
|
|
TENDÊNCIAS
|
Negócios e inovação: as perspectivas para o cooperativismo de crédito |
O ano de 2026 apresenta uma série de desafios e oportunidades para as cooperativas de crédito, e o Sistema OCB, por meio dos seus eixos temáticos, dedicou-se a entender esse tema em duas abordagens: negócios e inovação.
O NegóciosCoop destacou dinâmicas comerciais e estruturais que impactam o setor, como a alta nas recuperações judiciais do agronegócio, a expansão da rede presencial, a busca pela principalidade na vida financeira do cooperado e a tecnologia na análise de crédito. O artigo ainda explora a agenda institucional do Ramo para o ano. Clique aqui para ler!
O InovaCoop, por sua vez, se aprofundou nas perspectivas tecnológicas para o Ramo, como uso de IA no relacionamento com o cooperado, avanços no Open Finance e inovação em prol da diversificação na oferta de produtos financeiros, dentre outros. O texto também elencou os eventos mais importantes para acompanhar as tendências relevantes para o cooperativismo financeiro. Confira a matéria na íntegra!
|
|
|
ECONOMIA
|
Inflação: o preço da guerra |
O mercado esperava 0,70%, mas a inflação brasileira foi atropelada pela geopolítica e o IPCA de março fechou em 0,88%. A explicação para essa frustração de expectativas está em dois setores que, juntos, responderam por 76% da inflação do mês: transportes e alimentos.
|
 |
Reprodução: Exame
|
O estopim da alta veio de fora. A escalada das tensões no Oriente Médio, marcada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, gerou um choque global na oferta de petróleo. No Brasil, o impacto se deu no aumento de preços tanto da gasolina (4,95%) quanto do diesel (13,90%).
O encarecimento do diesel gerou um efeito dominó no custo dos fretes, que é repassado para o consumidor final. A alimentação no domicílio avançou 1,94% – maior alta desde abril de 2022. Além da logística mais cara, os preços também foram pressionados por problemas de safra. Esses fatores causaram aumentos nos preços de itens básicos como tomate (+20,31%) e leite longa vida (+11,74%).
Para tentar apaziguar os impactos, o governo reagiu com um pacote fiscal bilionário de curto prazo, injetando subsídios no diesel e no gás de cozinha, além de crédito para companhias aéreas.
|
|
|
Acontece no cooperativismo financeiro |
Daniel Martin Ely, executivo com mais de 30 anos de carreira e passagem por Randoncorp, Addiante, Sistema FIERGS e outras organizações, é o novo CEO da Unicred do Brasil. "Meu compromisso será o de contribuir para esse próximo passo, respeitando essa trajetória e ajudando a preparar a
instituição para o futuro", disse.
O Sistema OCB, a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e lideranças do cooperativismo de crédito da região Norte se reuniram para debater o fortalecimento das cooperativas nas políticas de financiamento e o desenvolvimento econômico da Amazônia.
O Reconhecimento BNDES: Agentes Financeiros Destaques no ano de 2025, evento sobre operacionalização de crédito e apoio ao desenvolvimento econômico, reconheceu a capacidade do cooperativismo de trabalhar com eficiência e impacto. Sicredi, Sicoob, Cresol Baser e Cresol Central Brasil
foram premiadas pela sua atuação no último ano.
As 100+ Inovadoras no Uso de TI 2025 é um ranking anual, promovido pelo IT Forum, que reconhece organizações por iniciativas tecnológicas com impacto. A última edição prestigiou Antônio Vilaça Junior, CIO do Sicoob, e Franco Bria, superintendente de Dados, Analytics
e IA do Sicredi, por cases de inovação bem-sucedidos.
Em 2025, o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida aumentou a busca por financiamento de imóveis. As cooperativas de crédito já sentem o impacto desse movimento: só no último ano, a Viacredi, do Sistema Ailos, registrou crescimento de 47% na carteira de crédito imobiliário.
Para 2026, a expectativa é que esse valor continue subindo.
|
|
|
|
#FICAADICA
|
|
|
|
|
Está disponível a 8ª edição da Revista LIFT Papers. A publicação chega com análises e insights de 2025 feitos pelo Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas (LIFT), uma parceria entre o Banco Central do Brasil e a Fenasbac. O material mostra o papel da experimentação coordenada no futuro financeiro do país, além de trazer uma leitura essencial para executivos, organizações, formuladores de políticas e acadêmicos do sistema econômico brasileiro.
|
|
|
|
|