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Cooptech Crédito 2026: o dilema do cooperativismo entre a essência e a eficiência |
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Crédito: Camila Menezes
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O Cooptech Crédito 2026 aconteceu nos dias 20 e 21 de maio em São Paulo. Produzido pela Coonecta, o evento reuniu mais de 450 participantes de 100 cooperativas diferentes e mais de 50 palestrantes divididos em três palcos: Palco Estratégia, Palco Resultados e Lounge FNCC.
O Palco Estratégia iniciou com um debate sobre o mote do evento “A gestão do equilíbrio: essência e resultados na era digital” com Roberta Caldas, presidente da Transpocred, e Álvaro Link, presidente da Sicredi Caminho das Águas, e Harold Espínola, especialista em cooperativismo.
“Nós somos uma sociedade de pessoas, esse é o nosso maior valor, mas esse é o nosso maior desafio e o nosso maior defeito, porque nós, como pessoas, somos imperfeitos”, refletiu Espínola.
O especialista em cooperativismo subiu ao palco novamente ao lado de Ivo Lara Rodrigues, diretor-presidente da FNCC, e João Tavares, presidente do conselho de administração da FGCoop. O trio discutiu o crescimento acelerado do cooperativismo de crédito, os desafios enfrentados e como inovar sem perder o foco nos cooperados.
As tendências da indústria financeira e o futuro do crédito foram debatidos por Sergio Biagini, sócio líder da indústria de serviços financeiros da Deloitte Brasil e José Luiz Homem de Mello, advogado e sócio na Pinheiro Neto Advogados.
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ESTRATÉGIA
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Além do crédito: Open Finance, IA, Ramo Seguros e cibersegurança |
Além de discussões sobre o futuro do mercado financeiro e das cooperativas de crédito, o Palco Estratégia também abordou o Ramo Seguros, IA, diversificação de receita e até cibersegurança.
Carlos Queiroz, da Susep, Helton Freitas, da Seguros Unimed, e Hugo Andrade, do Sistema OCB, conduziram um painel a respeito da regulamentação e oportunidades do novo ramo. Aristides Cavalcante, do Bacen, ministrou a palestra “Cibersegurança no Sistema Financeiro: resiliência para inovar com segurança”.
Enquanto isso, Adelino Sasse, do Sistema Ailos, Rafael Carelli, da Unicred e ZIIN, e Thiago Rossoni, do Sicredi, tiveram uma conversa focada em como diversificar a receita com novos produtos e serviços. “A intenção de diversificar a receita a partir de produtos e serviços, obviamente, é não depender só do crédito, mas a principal intenção é atender a necessidade do associado”, afirmou Rossoni.
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Crédito: Camila Menezes
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Já durante o bate-papo sobre Open Finance, Janaína Pimenta Attie, consultora no Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Bacen e Paula Fantinel, gerente de Open Finance no Sicredi, listaram os principais usos do sistema e os próximos passos. As palestrantes também pontuaram a vantagem cooperativa no Open Finance.
Além disso, o espaço foi palco das palestras “Crédito e IA: da decisão à inteligência”, de Paula Godke, sênior head de estratégia de dados & IA e “A Estratégia de IA da Unicred” de Alexandre da Silveira, CIO da Unicred.
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APRESENTADO POR UBOTS
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Como não ter o número bloqueado no WhatsApp |
O WhatsApp Business tornou-se uma ferramenta indispensável para a agilidade no atendimento das cooperativas. No entanto, o uso inadequado da plataforma pode levar ao bloqueio de número, interrompendo o fluxo de comunicação com os associados.
Para garantir que sua régua de relacionamento permaneça ativa e segura, é fundamental entender as diretrizes da Meta. O segredo não está apenas no volume de mensagens, mas na qualidade do conteúdo e no consentimento do usuário.
Neste artigo recomendado pela Ubots, confira as melhores práticas para manter sua conta saudável, evitar denúncias de spam e profissionalizar ainda mais o uso dessa ferramenta no dia a dia da sua cooperativa.
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RESULTADOS I
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Expansão consciente, tomada de decisões automatizada e autonomia das cooperativas singulares |
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Crédito: Camila Menezes
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O Palco Resultados focou em apresentar casos práticos e mostrar como é possível tirar as ideias do papel. No primeiro dia, Adriana Spolti Grigol, do Sicoob MaxiCrédito, Jocélio Tavares, da Viacredi Alto Vale, e João Augusto Fernandes, do Sicoob Credicom, debateram os caminhos para o crescimento equilibrado.
Segundo os palestrantes, o avanço geográfico e a abertura de novas praças exigem uma gestão rigorosa para evitar o crescimento predatório. “O que diferencia é sermos de pessoas para pessoas. E isso é o que o cooperativismo representa”, afirmou Adriana.
Na sequência, Rafael Carelli apresentou a ZIIN, a primeira plataforma de investimentos de arquitetura aberta do cooperativismo. O diretor refletiu sobre a falta de educação financeira no país e o diferencial do coop: “Em banco a gente devolve para o acionista, mas não diretamente para a sociedade. No cooperativismo, a via é direta”.
Wagner Alquas, diretor financeiro do Sicoob Credicitrus, compartilhou o sucesso da cooperativa ao automatizar e agilizar as tomadas de decisões. Em sua palestra, o profissional mostrou que o uso de IA e dados para melhorar o backoffice foi essencial para aumentar a carteira de crédito de R$ 4 bilhões em 2021 para R$ 9,4 bilhões em 2025.
Ao final do primeiro dia, Fernando Menon, da Sicredi Dexis, Lucas Bragagnolo, da Sicredi Ouro Verde MT/PA, e Thiago Marino, do Sicoob UniMais Rio, debateram a autonomia tecnológica das cooperativas de primeiro grau. De acordo com eles, as confederações podem retardar o processo de inovação.
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RESULTADOS II
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Recuperação de crédito, intercooperação e sucesso no Open Finance |
No segundo dia, o Palco Resultados iniciou com a palestra “Recuperação de crédito: resultado e relacionamento” de Gean Konrath, gerente de ciclo de crédito da Sicredi Ouro Verde MT/PA. Ao melhorar a gestão de risco, a cooperativa protegeu R$ 2,5 bilhões e aumentou em 15% suas operações de crédito com garantias.
Em seguida, Argemiro Mendonça, vice-presidente da Central Sicoob UNI, e o membro do Comitê de Investimentos do FIN, Felipe Pinho, apresentaram o case do fundo imobiliário FINU e detalharam o modelo de equity preferencialista. Os palestrantes destacaram a importância do projeto. “No mundo inteiro, o maior agente de financiamento da habitação é o cooperativismo. Só no Brasil que não é ainda”, explicou Pinho.
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Crédito: Camila Menezes
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Já Rafael Ganzer, gerente de canais digitais, CRM e dados da Viacredi, contou como a cooperativa se reinventou para escalar suas operações nos canais digitais sem perder a qualidade do relacionamento com os cooperados. Com o atendimento centralizado no WhatsApp oficial, a organização passou a oferecer controle, segurança e compliance aos mais de 200 mil protocolos por mês.
Para encerrar, Paula Fantinel, gerente de Open Finance do Sicredi e Elaine Jesus, analista de gestão de produtos - Open Finance do Sicredi, detalharam o sucesso da cooperativa com o Open Finance. Atualmente, a organização conta com mais de 650 mil cooperados em sua base de dados compartilhada.
O segredo para o crescimento acelerado foi a desmistificação técnica e a simplificação da narrativa de abordagem ao cliente. E a mudança na comunicação trouxe resultado real: 18% das novas contas já estão integradas ao histórico financeiro de outras instituições.
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APRESENTADO POR NEXUM/LECOM
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Como os cooperados podem solicitar crédito pelo WhatsApp |
Se cada etapa do crédito ainda depende de busca, preenchimento e validação manuais, o problema não está no volume, nem na equipe, e sim no processo.
A Nexum, parceira da Lecom, automatiza o ciclo de crédito com regras claras, validações automáticas e decisões assistidas por IA, reduzindo tempo de análise, eliminando retrabalho e garantindo rastreabilidade em toda a operação.
O cooperado inicia a solicitação pelo WhatsApp e a tecnologia executa o processo automaticamente, conectando dados, análises e decisões em um fluxo estruturado, ágil e seguro. A tecnologia executa o processo e seu time fortalece o vínculo com o cooperado.
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LOUNGE FNCC
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Palco discutiu cooperativas independentes |
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Crédito: Camila Menezes
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No Lounge FNCC, organizado pela Federação Nacional das Cooperativas de Crédito, as cooperativas independentes ficaram no centro do debate. As sessões começaram com o painel “Como fortalecer a relação com o cooperado em momentos de crise”, com Daniel Cursino, diretor executivo da DBGM Marketing, e Weder Ribeiro, diretor-presidente da CoopCargill.
“Em momento de crise, a primeira coisa que o associado faz é pensar em retirar do capital. E, quando você vem com a comunicação assertiva, com transparência, ele se mantém seguro dentro da cooperativa”, afirmou Ribeiro.
Johnny Brotas, CEO da QON Tecnologia, e Crisley Reis, gerente da Nescred, também marcaram presença para falar sobre “Como evoluir a governança de riscos nas cooperativas”. Já o painel “Diversificação: como ampliar valor ao cooperado com novas soluções” foi guiado por Rodrigo Rossi Canuto, gerente comercial sênior do Sicoob Cecresp Corretora de Seguros, Fabio de Leão Topal, sócio proprietário da Duali Soluções, e Paulo Lavezo, gerente de negócios da CooperJohnson.
Finalizando o Lounge FNCC no Cooptech Crédito 2026, Wellington Ferreira, gerente da Coopcredmais, e Valéria Pazzini, supervisora técnica da FNCC, falaram sobre crédito consignado. "No cooperativismo independente, cada decisão define onde uma cooperativa pode chegar. O pior dos mundos é ficar em cima do muro, então pula e vai embora”, afirmou Ferreira.
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APRESENTADO POR ASSERTIVA
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A rejeição dos bons pagadores: o problema silencioso que paralisa o resultado das cooperativas |
Quantos bons pagadores as cooperativas perdem por causa de análises incompletas? O problema silencioso do crédito não é apenas a inadimplência, mas o custo gerado pela falta de uma visão centralizada e completa de cada associado.
O segredo está em trabalhar com dados mais inteligentes - e essa é a proposta oferecida pela Assertiva. Com o uso de variáveis alternativas é possível enxergar o potencial de bons pagadores, permitindo que a cooperativa cumpra seu papel de inclusão financeira com precisão e segurança.
O resultado disso não fica só na teoria: em uma análise real de 150 mil propostas de uma das maiores instituições financeiras do país, a abordagem gerou um ganho de quase 10% na assertividade do crédito e um salto de 4 pontos na métrica KS (Kolmogorov-Smirnov).
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ECONOMIA
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Como o celular incentiva o superendividamento das famílias brasileiras |
Há tempos as famílias brasileiras enfrentam o desafio do endividamento. Fatores como juros elevados, um mercado focado em modalidades caras e a instabilidade na renda contribuem para esse cenário que historicamente atinge grande parte da população.
Novas complexidades, porém, têm impactado e aumentado esse problema antigo. Os smartphones, que agora ocupam um papel central na vida das pessoas, tornaram-se uma ferramenta que facilita o endividamento. Com apenas um clique, o consumidor realiza compras ou contrata um empréstimo, e antigas barreiras que dificultavam as dívidas – como o deslocamento até bancos ou lojas, o preenchimento de formulários e a necessidade de assinar contratos presencialmente – agora caíram por terra.
Contrair dívidas nunca foi tão fácil. Confira o artigo do FGV IBRE sobre como os celulares e outros instrumentos financeiros digitais potencializam vieses cognitivos e incentivam o comportamento compulsivo que leva a problemas financeiros.
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Acontece no cooperativismo financeiro |
Sicredi fechou o balanço de nove meses do plano safra 2025/2026 com uma elevação de 16,5% no volume de recursos desembolsados no setor. A carteira rural da cooperativa chegou a R$ 52,8 bilhões, mantendo-a na liderança entre os financiadores desse segmento. “O que nos diferencia é que o
associado decide junto com a gente”, aponta Vitor Moraes, superintendente de agronegócio do Sicredi.
Sicoob atingiu a marca de 10 milhões de cooperados. São 8 milhões de pessoas físicas e outros 2 milhões de pessoas jurídicas, em mais de 4,7 mil pontos de atendimento físico no país. "O cooperativismo financeiro deixou de ser uma opção de nicho e passou a ser uma escolha
estratégica", afirma Marco Aurélio Almada, diretor-presidente do Sicoob.
Sicoob OABCred, que surgiu em Santa Catarina e já está presente no Paraná, iniciou suas operações na capital paulista. Segundo o advogado Rafael Horn, “tudo começou pela convicção de que a advocacia precisava de independência, pertencimento e fortalecimento
institucional”.
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#FICAADICA
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O Pix, um sistema de pagamentos instantâneos que funciona 24 horas por dia, foi criado como uma grande inovação em 2020. Quase seis anos depois do seu
lançamento, a ferramenta já é copiada pela Colômbia e estudada por diferentes países. Em uma reportagem de fôlego, a revista Piauí, mostra como se deu o surgimento e o crescimento desse sistema que movimenta 35 trilhões de reais por ano e se consolidou como referência do sistema financeiro internacional.
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