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Descoberta na Eslováquia reescreve história do cooperativismo financeiro
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Como transformar a proximidade em geração de negócios?

A maioria dos 120 mil colaboradores das cooperativas financeiras ocupa funções na tratativa direta com o público nas áreas de negócios. Mesmo assim, em muitos casos, boas equipes de relacionamento não conseguem necessariamente potencializar a capacidade de fechar negócios. Por que isso acontece?

Um levantamento realizado pela Cooperativa Coletiva e publicado em parceria com a Coonecta ouviu mais de 2,8 mil profissionais que atuam com relacionamento nas cooperativas de crédito, como gerentes de negócios, de agência ou de postos de atendimento, para entender esse cenário. 

Quando o assunto é atendimento humanizado, há um comportamento praticamente unânime entre os respondentes – 97% deles afirmam que, frequentemente ou sempre, adotam a postura de demonstrar interesse pelos problemas declarados. Comportamentos empáticos, de acolhimento e conexão humana, são priorizados pelas equipes de negócios.

Mas, ainda assim, existe certa dificuldade na efetivação nos negócios. Se a abertura do relacionamento é realizada com cordialidade e empatia, é no fechamento que encontramos a maior oportunidade de evolução. Mais de 53% não possuem o hábito de restringir opções utilizando perguntas do tipo “este ou aquele?”, uma prática simples e efetiva de arquitetura de decisão.

Outra conduta comum e acessível subutilizada é a solicitação de indicações de potenciais associados. Apenas 47% das equipes de negócios assumem essa prática. Além disso, 48% dos respondentes relatam não ter o hábito de mapear as objeções recorrentes em soluções de maior representatividade. Sem clareza sobre os empecilhos pertinentes às vendas, as cooperativas financeiras não conseguem arquitetar soluções. 

 INOVAÇÃO 

O sucesso da tecnologia depende da construção de um ecossistema

Existe um ímpeto de inovar com agilidade e ousadia para ampliar o potencial das novas possibilidades tecnológicas nos serviços financeiros – 89% das organizações se consideram inovadoras ou rápidas seguidoras. No entanto, a transformação não consiste apenas em adotar tecnologias de ponta, mas, sim, em construir um ecossistema capaz de viabilizar iniciativas inovadoras. 

Para isso, aponta o KPMG Global Tech Report 2026, é preciso investir nas bases estruturais. Sem isso, nem mesmo a IA mais avançada será capaz de entregar valor. Nesse contexto, 58% das instituições consultadas esperam atingir o nível mais alto de maturidade de IA no próximo ano.

A consultoria, então, aponta cinco recomendações para potencializar a jornada digital na indústria de serviços financeiros:

  1. Foque nos alicerces: é preciso investir em dados de alta qualidade, processos simplificados, infraestrutura resiliente e segurança integrada.

  2. Reduza ciclos de planejamento: diante de um mundo em contínua transformação, é preciso diminuir os ciclos de planejamento. 

  3. Priorize alianças: é necessário repensar as premissas entre desenvolver ou adquirir soluções como foco maior em parcerias (oportunidade para intercooperação), já que construir tudo internamente está deixando de ser viável. 

  4. Alavanque seus ativos exclusivos: com a democratização da tecnologia, as instituições financeiras precisam se dedicar a inovar a fim de fortalecer seus diferenciais e pontos fortes. 

  5. Pense em transformação: planejar a transformação da cooperativa como um todo em vez de simplesmente implementar soluções pontuais sem impacto estratégico é imperativo.

 EVENTO 

Cooptech Summit 2026 coloca IA no centro do debate

Painel discute IA no Cooptech Summit 2025. Foto: Júlia Pupo

Este ano, o Cooptech Summit – um dos 8 palcos do WCM'26 – terá foco único e preciso: inteligência artificial no cooperativismo. A proposta é ir fundo no tema, explorando usos concretos, decisões reais e resultados que as cooperativas já estão colhendo.

A programação desdobra o tema em diferentes camadas. Vamos discutir como a IA está sendo aplicada no atendimento e no relacionamento com o cooperado, quais políticas as cooperativas estão adotando para orientar o uso das ferramentas e como áreas como crédito, saúde, agro, RH e operações estão integrando a tecnologia ao dia a dia.

A grade combina visão estratégica e cases de quem já implementou. Uma programação que vai ajudar o cooperativismo a colocar a IA em favor da cooperação. Então, anote na agenda: o Cooptech Summit acontece nos dias 19 e 20 de outubro no Minascentro, em Belo Horizonte. Clique aqui para saber mais

 BC 

Nova regra de capital mínimo impõe risco de desenquadramento para cooperativas

A nova metodologia de apuração de capital mínimo do Banco Central (BC) fará com que 679 instituições financeiras – o equivalente a 39% do total regulado no país – sejam desenquadradas das normas até 2028. A primeira fase do processo ocorre já em julho de 2026, impactando de imediato 339 entidades de um grupo que engloba cooperativas de crédito, dentre outros tipos de instituições financeiras. 

A legislação exige aportes adicionais para cobrir tanto o custo inicial da operação quanto os serviços que demandam uso intensivo de infraestrutura tecnológica. Segundo o diretor de fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos, o mercado já vem respondendo a esse cenário por meio de aumentos de capital e processos de fusão, um movimento esperado que mitiga o risco moral e eleva a resiliência do Sistema Financeiro Nacional.

 APRESENTADO POR FÁCILTECH 

Eficiência e flexibilidade: novo patamar para cooperativas de crédito

O mercado de crédito cooperativo vive um momento de forte expansão, o que exige das instituições processos mais ágeis e controle absoluto sobre suas carteiras. Para responder a essa demanda, a Fáciltech, empresa de tecnologia especializada no setor financeiro, desenvolve soluções integradas que impulsionam a eficiência. 

O grande desafio competitivo das cooperativas hoje está em adotar sistemas capazes de eliminar a burocracia e simplificar a governança. O crescimento sustentável acontece quando a tecnologia atua diretamente para destravar a produtividade das equipes e acelerar as decisões.

Desenhado exatamente para essa realidade, o FacCred é o software ERP da Fáciltech que entende tudo de gestão para quem entende tudo de crédito. Totalmente integrado e altamente parametrizável, o sistema automatiza processos operacionais e gerenciais de forma segura, adaptando-se às necessidades específicas de cada instituição. Clique aqui e conheça o FacCred!

 PIONEIRISMO 

Cooperativa eslovaca é a mais antiga do Ramo Crédito

Reprodução: Portal do Cooperativismo Financeiro

Uma descoberta recente muda o mapa do pioneirismo do cooperativismo de crédito. Fundada em fevereiro de 1845 na atual Eslováquia, a Gazdovský Spolok é agora reconhecida como a cooperativa de crédito mais antiga registrada, precedendo as tradicionais iniciativas alemãs estabelecidas por Raiffeisen e Schulze-Delitzsch.

Idealizada pelo professor Samuel Jurkovič e baseada nas necessidades da comunidade local, a sociedade reuniu camponeses para combater os juros extorsivos praticados por agiotas na época. O modelo funcionava por meio de captação de poupança regular e concessão de empréstimos solidários a taxas de apenas 6% ao ano sob gestão democrática. 

A cooperativa desenvolveu seu modelo de forma autônoma. Não há evidências de que notícias sobre a cooperativa de Rochdale, fundada no ano anterior na Inglaterra, tivessem chegado a Sobotište em 1845. Mesmo obtendo sucesso, o projeto foi dissolvido em 1851 como consequência do ambiente geopolítico. Saiba mais sobre a história e o legado da Gazdovský Spolok no artigo do Portal do Cooperativismo Financeiro!

 ECONOMIA 

IA é risco na América Latina por não ser incorporada a tempo, diz especialista da WEF

Reprodução: Exame

Desde o surgimento das Inteligências Artificiais, o grande medo é que elas tirem os empregos da população. Segundo Agustina Callegari, especialista em governança tecnológica do Fórum Econômico Mundial, essa não deve ser a preocupação da América Latina.

Ela alertou os países latino-americanos sobre o perigo de não implementar IAs rapidamente e, consequentemente, não obter resultados. A preocupação de Agustina é que a América Latina fique para trás.

“Se a inteligência artificial não for adotada de uma forma que permita aproveitar seu potencial e essa geração de valor, o risco para a população será ainda maior”, argumentou.

Apesar dos desafios, a especialista acredita no potencial da região nos setores de mineração, energia, serviços financeiros e turismo. Para ela, é imprescindível que os países latino-americanos desenvolvam sua infraestrutura e tenham uma boa base física para o desenvolvimento tecnológico.

Acontece no cooperativismo financeiro

  • Representantes do cooperativismo se reuniram no International Symposium on Cooperative Financial Institutions para debater como esse modelo contribui para um sistema financeiro mais acessível e benéfico para as comunidades. João Penna, coordenador de Relações Internacionais do Sistema OCB, representou o Brasil e palestrou sobre as políticas públicas no cenário nacional. 

  • A antecipação de recursos do Plano Safra, uma ferramenta estratégica que permite aos produtores rurais organizarem melhor suas finanças, é uma prática adotada pela Cresol. A cooperativa, que tem 41% da sua carteira dedicada ao agro, antecipou cerca de R$ 5 bilhões no atual ciclo

  • O Sicoob quer se tornar uma marca vinculada à emoção. Para isso, investimentos em entretenimento, música e esporte têm aumentado a relação da cooperativa com o público. “A marca precisa estar presente em contextos que gerem identificação, conversa e conexão emocional com o público”, destaca Cláudio Halley, superintendente de estratégia e gestão do Sicoob.

  • A Unicred aproveita o clima de Copa do Mundo para fortalecer sua proximidade com o meio médico. Ao lado da Visa, parceira da FIFA, a cooperativa lançou uma campanha publicitária com Rodrigo Lasmar, chefe do departamento médico da seleção brasileira.

 #FICAADICA 

Para entrar no mercado de gestão de patrimônio e competir com outros players do sistema financeiro, a Unicred aumentou seu leque de serviços implementando a ZIIN. A plataforma de investimentos foi lançada em 2024 e já superou R$ 8 bilhões em ativos sob custódia. “Nosso sucesso é o sucesso financeiro do nosso cooperado”, declarou Remaclo Fischer Júnior, presidente do Sistema Unicred. Ele e Rafael Carelli, diretor de negócios da Unicred do Brasil, participaram do Wealth Point, programa do NeoFeed, para falar sobre a iniciativa. Assista ao episódio completo aqui.

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